CAMINHOS...

Vera Mussi

Desejei alegrias... segui o caminho da direita.

Deparei-me com as tristezas, errei  a direção ...

 Retornei ...

Comecei tudo de novo, escolhi o por do sol para indicar a nova direção ...

Segui em frente,   pedi a Deus um sinal um aviso Uma luz !  

Observei  ! Pensei ! Pensei  nas  conseqüências, escolhi o caminho do meio !

 Levou -me direto ao destino certo !

Na viagem , respirei o ar puro !

O arvoredo  cobria de sombras as passagens .

Numa vigília  tive um sonho com os olhos abertos ...

Descobri  a vontade imensa de chegar ao encontro marcado!

Desejei !

A emoção fazia parte da paisagem de um coração ansioso ...

Tudo era perfeito !

O cenário era colorido, ensolarado, todo enfeitado de flores para eu passar...

Surpresa !

Um lindo sabiá entoava a canção   de um estranho  amor , gemendo de dor...

Cantei  ! Cantei para não chorar....

Voltei ! Voltei sem história p'ra contar... Acordei ! Despertei !

Despertei para a realidade ...

Cheguei ao ponto final !

 

Vera Mussi 9.11.03

 
 
Caminhos...
Faffi..
 
 
Caminhei sem rumo,
perdida no nada
achei um caminho,
que me levou a tudo;
Ao amor
Ao acaso
Ao pranto
Ao medo!
A sabedoria
A nostalgia
A tristeza
A dor!
Quando comecei a caminhada
Eu tinha esperança
Eu tinha fé
Eu tinha amor...
 Sorria como uma criança
 Cantava como um sabiá
O vento não me incomodava
O sol não me queimava
A lua me acompanhava
Mas não te achei!
Parei, Chorei, Voltei...
 Mudei  de rumo!
Vim semeando pelo caminho
tudo que na ida eu tinha achado
Deixei a tristeza
A nostalgia
A dor
A alegria
Por entre as flores deixei
A saudade
A vaidade
A sabedoria...
Só ficou comigo o pranto
por não ter te encontrado.
Faffy
10 / 11 / 03
 

CHAMADO DE AMOR 

Marcial Salaverry

 

Um chamado irresistível...

Para viver algo inesquecível...

Um convite para o amor...

algo que traz para a alma mais calor.

Não se pode recusar,

quando se é chamado para amar...

Vamos de mãos dadas caminhar,

Sem em mais nada pensar...

As aves a piar...

O coração a escutar...

Esse alguém que está à espera,

se não chegar, se desespera...

Por que fazer esperar?

É apenas uma questão de se amar...

Escute... o amor está chamando...

Vamos para ele caminhando...

Um aperto de mão,

já irá alegrar o coração...

Um abraço... um carinho...

Ou ao menos um papinho...

Já estará consolando,

apenas juntos passeando...

Ouça este chamado,

que faz um coração apaixonado...

Não se faça muito esperado...

 

Marcial Salaverry

Respeitemos os direitos autorais

 

 

 

 

Foram tantos os caminhos...
Bette Vittorino


Percorri todos os continentes
procurando o caminho que me levaria até você...
No Saara
senti o vento do deserto
descobrindo os sete véus acariciando meu rosto
pisando na areia morna sob o sol escaldante...
Escalei as pirâmides do Egito
vislumbrando o reluzir das riquezas há muito 
escondidas nas tumbas dos faraós...
Caminhei pelos labirintos dos Champs-Élysées
subi no gigantesco pilar da torre Eiffel
para admirar a linda cidade-luz...
Nos canais de Veneza ao som da valsa
e atenta aos castelos por você procurei...
Segui a trilha que me levou até as muralhas da China
que me deixou encantada.
Disputando espaços até gafanhotos degustei
assistindo as óperas em Pequim...
Apreciei os arcos nas naves de Córdoba
enfrentei olhares das espanholas
e nas arenas da Catalunha vi os touros
 
tombarem
sangrando agonizante ao meio da multidão
bradando olés...
Desfilei pelos guetos no Bronx
e pelas bolsas de valores de Nova York.
Saí dos Cassinos de Las Vegas
com mais dinheiro que um dia sonhara...
Das Américas quase tudo conheci.
Visitei as montanhas
as minas as praias
os pantanais.
Posso dizer que desci do Oiapoque ao Xuí.
Desisti...
Esqueci minhas andanças me entregando a solidão.
Sonhando como criança singrei os verdes mares
e nenhum sinal de encontrá-lo.
Mas o destino que fez meus passos tropeçar
me jogou nos braços do velho amigo pra chorar...
Numa tarde descolorida pelo outono
sem hora marcada
fez uma luz brilhar para o seu caminho cruzar.
E das verdades que eu tanto conhecia
vi tudo mudar.
O amor que saí a procurar fora tempo perdido
não seria preciso ir além para buscar.
Era óbvio demais
estava no meu trajeto singular.
Era só abrir a porta
e deixar meu passado entrar...
 
Bette Vittorino
 
 
CAMINHOS
Margaret Pelicano
 
 
Chegada inesperada,
sem ser amada, crescendo 'retardada'
burrinha de dar dó,
'jacu'
na escola, puro nó...
mas nas ruas, roubar laranjas,
 frutas de pomar:
jabuticabas, mexericas, jambos, romãs
andar de bicicleta, pular corda,
'esperta...'  
apanhar de vara de marmelo,
enfrentar os pais, rebeldia só...
maturidade...que maldade...
cidade grande, vaidade,
 namoros, beijos na boca, emprego, humildade, conflitos,
mudanças mil
caminhos por esse Brasil...
caminhos sem fim...
Brasília-Capital da Esperança,sorriso pelos olhos...
choro nos ombros,
 cabelos louros longos
 uma beleza escaldante
  viver, correr, crescer...
   Minha Caminhada,
estrada sem fim...
amigos, amores, decepções, alegrias...
"Se melhorar estraga"
ouvia todo dia...
assim foi andando,
por vezes se arrastando, noutras puro orgulho
faculdade, "pós-graduada em muita coisa"
desconfiada...
observando as flores da estrada
amada, desamada, encantada
pela palavra, sua morada
verbo/ação/libertação
Assim faz sua trajetória:
em oração!
Margaret Pelicano
 
BSB - 12/11/2003
 
Caminheiro
Mercília Rodrigues
 
Apoiado no teu bordão ,
vai embora , caminheiro,
tens tua estrada marcada,
por este torrão inteiro !
Tens o sangue do herói
Atravessando o espinheiro !
Com o teu exemplo constróis
para os viajantes o ponteiro .
Vai ,caminheiro !
Esperam-te madrugadas
e o céu te acoberta na noite.
Não temas desta jornada
tempestades ou açoites.
Segue tua estrada, caminheiro ,
com a coragem dos fortes,
reconhecendo que a vida
começa com a nossa morte!
Mercília Rodrigues
Araçatuba/26/11/03
 
 
 
Os caminhos que percorri
 
  Elizabeth Misciasci
 
 
Distante daqui
um lugar chamado Felicidade,
quis meu Castelo construir.
Como quem procura o
Tesouro enterrado 
Pra essa busca parti ...
Não havia empecilhos,
tudo era uma grande aventura
  descalça meus pés eu feri,
mas ansiosa nada senti.
Sabia que muito ia trilhar
meu sonho era  real
vital, essencial que esforço
pra mim era natural.
Perdi as contas dos dias que andei
pois quando se busca um ideal
pensava eu... tudo é normal.
Mas minha caminhada
levou-me pra bem longe daqui
Entrei no Vale que acreditei
ser Encantado e lá nada encontrei .
A Magia, uma das protagonistas
do meu sonho chamado Felicidade
Não estava no percurso que fiz...
O tempo passava e com ele
minha história trocava o cenário.
Já não sabia ao certo
aonde estavam meus
companheiros ou se aos poucos
sem notar havia eu perdido minha rota.
O mapa da Mina se rasgou
e aí pude perceber quantos anos
caminhei...
Nessa corrida 'Maluca'
foram tantos os caminhos
que até os atalhos decorei
então percebi que
apenas em círculos andei...
Quando me vi diante do lago
e a água se fez de espelho pra que eu
pudesse minha imagem refletir
vi muito mais do caminho  percorrido que segui.
Feridas abertas
dores de desespero, medo de tentar e nunca mais
regressar...
 No tentado trajeto me perdi.
Distante daqui
sonhei feito criança
foram tantos os caminhos
que de tudo um pouco vi.
Erros e acertos estes nada valem mais
os mesmos pés que sem sentir vi ferir
foram alicerces
 instrumentos de apoio pra este
 Castelo que enganada quis construir e
No momento mais lúcido deste percurso
foi com estes pés machucados
que aquele Castelo só sonhado
  consegui destruir.
  Elizabeth Misciasci
São Paulo/Sp.-12.11.2003
 
 

NOSSO CAMINHO

Rui Pais

 

Nosso caminho é como uma estrada

Tem rectas, tem lombas

Tem curvas apertadas

Subidas e descidas

Algumas esburacadas.

 

Nele tudo vai mudando

As belezas da paisagem

Que se vão alternando.

 

Mais adiante um desvio

Que surge como um desafio

Faz-nos alterar o compasso

Onde acertamos o passo.

 

O Sol a brilhar

São as carícias no ambiente

Surgindo de forma benevolente

Que lhe dão novo alento.

 

As montanhas, o mar

As aves a esvoaçar

Sigo neste caminho

Onde vou traçando meu destino.

 

A chuva, o vento

Coloca-se à nossa frente

São os percalços do tempo

Que surgem inadvertidamente.

 

A neblina nos surpreende

Causam-nos certo contratempo

São acidentes no trajecto

Nem sempre bate certo.

 

Por muito que escolha um caminho

Você conduzirá seu destino

Uma parte pode controlar

Mas no tocante à Natureza nem pensar.

 

Um trilho é como a vida

Tem alegrias, tem tristezas

Fantasias, muitas certezas

São os sonhos aguardados

Nem sempre agarrados.

 

Uma parte já é do passado

Estamos vivendo a nossa realidade

Neste presente que nos entende

Mas que rápido se desprende.

 

Cada percurso um destino

Uma missão por concretizar

Lá longe no horizonte

O futuro por desvendar.

 

Imaginamos esse futuro

Que a nós não pertence

São os caminhos já traçados

Na esperança de serem alcançados.

 

Rui Pais PORTUGAL

12/11/2003

 

 

"Atalhos"

Schyrlei Pinheiro

 
Abertos com a coragem
do desconhecido desbravador.
 Meio a caminhos solitários, 
segue a certeza,
na incansável busca,
de conquistas mais fáceis,
encontrando obstáculos,
 desafiando o medo,
 vivendo a ventura  de realizar 
um sonho distante,
de, antes do grande final,
em   par, 
conseguir  construir
uma estrada de paz,
 repleta de amor e  felicidade.
Schyrlei Pinheiro
  RJ  13 11 03

Meu caminho é você

Luciane Macário

 

 

Passos pesados por mim são dados,

Sigo em sua direção.

Nessa caminhada viajo,

Te carrego em meu coração.

 

Estradas de asfalto ou de terra,

Pedregulhos a me machucar.

Orvalho da relva molhada,

O vento me faz levitar.

 

Caminhante ou caminheiro,

Assim podem me chamar.

Nada me importa na vida,

Só quero ao meu destino chegar.

 

Se meus caminhos são tortos ou não,

Ninguém jamais poderá julgar.

Sou feito chuva de verão,

E todos querem me tocar.

 

Meus caminhos, sim tem nome.

Mas ninguém pode saber.

Meu caminho é o amor..

Meu caminho é você...

Luciane Macário- São Paulo-
17/11/203- 20:00
 
 

PROCURO NAS ESTRELAS

Rose Mary Sadalla

 

 

Na noite escura através das estrelas

Procuro tua face que se confunde nos meus sonhos

Te busco em  meus delírios e só encontro

o eco da saudade

Que dói e corrói no emaranhado da minha dor

A lua também se escondeu, deu as costas para mim

Todos estão contra mim só me resta o silêncio

da noite

Tudo é recordação! Tudo é muita dor e solidão.

Você não vem ao meu encontro, desapareceu de mim

Deixando-me sem o céu, o luar, as estrelas

e o mundo

Já  não sei o que fazer, para amenizar

esta tristeza

Que corrói minha alma, que sorrateiramente

me mata

Enlouquecendo minha noite de insônia e desprazer.

Eu queria tanto ter você agora aqui comigo

No aconchego dos meus braços, sentido minha pele

Sufocando meus lábios com beijos lascivos

Profanando o céu da minha boca com tua língua

insana

Mas...você  não esta aqui! tudo é recordação!

tudo é saudade

Por isso te peço, volte para mim, volte depressa

Venha matar a sede  que meu corpo reclama

Venha para mim, para o meu quarto e o meu amor

Oh Lua! não se esconda de mim, traga minha

saudade de volta

Vem aspirar com ele o perfume aromatizante

do meu corpo

Vem enlouquecer comigo da minha paixão.

Rose Mary Sadalla.

 
 
Os Caminhos da minha Vida!
Thais S Francisco (Beija Flor)
 
 
Ah! Quantos caminhos trilhei buscando você,
Em cada caminho percorrido, busquei
procurei, tentei encontrar
em cada flor, em cada piar de pássaro
uma pista que me levasse a te encontrar....
Muitas vezes nestes caminhos de minha vida,
cheguei a te sentir tão perto...
coração a bater descompassado...
o perfume era teu... mas a desilusão...
Não era você... chorei....mas não quis desistir...
Voltei, percorri novos caminhos,
Meus pés já feridos de tantas pedras pisar
Minha Alma machucada pela saudade...
Mas o Amor é forte e me fez continuar...
E continuando a caminhada, a luz do Sol me mostrou
Um caminho lindo... onde Beija flores em festa,
voavam alegres... beijando a flor que tanto  busquei
nos caminhos de minha vida...
VOCÊ...!!!!
São José dos Campos 24/11/03

O meu caminho certo!

Aurora Faggi

 

Quando criança mamãe me dizia:

"Filha, tens vários caminhos à tua espera,

escolha!"

"Várias estradas e uma somente sem fim,

que não nos deixa nunca sofrer"...

Olhei os olhos tristes de minha mãe,

porque ela sabia que era difícil eu  escolher...

Tão criança, frágil,  tão inocente!

Procurei o caminho mais fácil:

O da alegria, satisfações, amores eternos,

enfim

o caminho que me levasse ao êxtase total

de minha felicidade.

Neste andar, avistei várias bifurcações.

Experimentei todas, porém com lealdade..

Umas adornadas de árvores frondosas,

outras floridas,

outras pássaros rodeando minha caminhada,

tudo parecendo belo e romântico.

Estes caminhos tortuosos  cheios

de curvas adornadas,

perfumes na primavera,

sol brilhando na esfera,

lua clareando toda a terra,

não me trouxeram a felicidade que esperava.

Busquei, andei, sofri...

Cada pétala no chão derrubada

sem querer eu pisava...

meus ouvidos não ouviam mais

o cantar dos rouxinóis.....

Meus pés calejados já me atrapalhavam

meu caminhar que tanto almejava..

Era lindo...lindo os lugares que

avistava....me encantavam cada

lugarejo que passava.!

Porém, cadê a paz, o amor,

a tal felicidade?

Voltei....

Comecei tudo de novo....

Ouvi a voz de minha querida mãe dizendo,

sussurrando em minha alma:

-"O caminho mais difícil, longo com pedras

a atrapalhar a tua  passagem

é o teu seguir mais exato..."

Algo surgiu neste momento

em meu pensamento.

Parei.

Procurei então seguir aquele que é eterno.

Este que nos leva a Deus...

O mais difícil, o mais penoso e

crucifixiante.

E foi assim que escolhi e aprendi

a lição mais  certa da própria vida...

Foi assim que,

cresci,

assim que compreendi,

assim  que passei a amar...

Este caminho interior

da minha alma...que  é o eterno.

E por esta estrada

 irei

até ao fim andar,

distribuindo o amor fraterno!

 

Aurora Faggi

02/12/2003

13.00h

(Direitos autorais reservados)

ENCRUZILHADA

    Yuri Gitano

 

 

Caminho a esmo...

Não tenho um objetivo final,

Apenas me permito estar aqui,

Sem pressa de chegar,

Sem destino algum... 

Meu caminho é incerto,

Meus passos lentos,

Não sei o que busco,

É um momento... 

Momento de me encontrar?

De me sentir?

De estar voltado pra mim?

De mais me conhecer? 

Não sei,

Simplesmente não sei! 

Preciso haurir meus sentimentos

E em cada passo me vejo mais,

Na verdade preciso inteirar-me.

Pode ser isto!

Caminho procurando por mim,

Por isto esta deriva,

Este caminhar sem meta,

Esta falta de sentido. 

E caminhando vou

Agora traçando lógicas...

Vejo o verde mais verde

Os pássaros mais canoros, 

As árvores mais frondosas,

Fortes, vigorosas...

Nuvens negras se dissipando

Dando lugar a luz do Sol,

A vida se fazendo presente

Como eu pouco percebera,

Por ter parado no tempo,

Por ter esquecido de mim. 

E seguindo em frente...

Encontro uma encruzilhada,

Quatro caminhos distintos...

Quatro sentidos na vida...

Esperando uma decisão...

Preciso escolher um. 

Escolhendo a esquerda

Encontro meu erros,

Meus maus procedimentos,

Minhas escolhas ruins...

À direita, meus acertos,

Meus sucessos,

Minhas intuições boas,

Minhas conquistas...

Retornando, meu passado,

Minhas lembranças,

Minha retrospectiva...

Escolho seguir em frente,

Deixando um passado

De erros, acertos e lembranças,

Buscando um futuro pujante

De encontros de mim mesmo,

Este é o melhor caminho.

 

 Yuri Gitano

    02/12/2003

(Direitos autorais reservados)

 

 

Caminhos

  Thereza Mattos

 

Quantos caminhos percorri

Quantas estradas cruzei

Quantas ilusões perdi

    Quantos amores ganhei...

Nos descaminhos me feri

Em muitas pedras pisei

Vi estradeiros como eu

Procurando o destino

Um lugar somente seu

Em jardins colhi flores

Algumas com muitos espinhos

E entre espinhos os amores

Bendito seja tudo que fiz

Pois só assim entre cores

Tive uma vida feliz!

Thereza Mattos

2/12/03   (14:10)

 

 

Buscar Novos Caminhos
Rosa Magaly Guimaraes Lucas
-Eire
 
 
Buscar novos caminhos,
ah, sim, irei fazê-los,
a procura da Luz,
em busca da Verdade...
Comigo levo anjinhos,
e hás de reconhecê-los,
pois com eles reluz
nossa Felicidade...
 
Há caminhos de espinhos,
e os há também de flores,
uns ferem nossos pés
e ainda nossas almas...
Nas arvores há ninhos
onde se abrigam amores,
e a beleza através
das rosas e das palmas.
 
Enquanto isso da vida
pingentes de cristal,
enfeitam a alameda
por que vamos passar...
Nela há a brasa-escondida
de um amor, puro, real,
no qual as labaredas
mostram que lindo e amar.
 
Buscar novos caminhos
Amigos, já o fiz,
e agora só me falta
ao seu final chegar...
  me esperam os anjinhos,
meu filho, e hei de, feliz.
- Ai, o coração me salta -,
em Jesus me animar!
-Eire
 
 
 

CAMINHADA

Edna Liany Carreon

 

Por muitos caminhos andei

Muitas... E muitas  pedras pisei

Caminhando sem rumo

Até que um dia o encontrei!

 

Estradas áridas e poeirentas

Caminhando só, e sem destino

Sem ter certeza de nada

Sem saber o que era amar

Ou ser amada.

 

E por essas caminhadas

Sem fim...

Surgiu diante de mim

Uma estrada iluminada!

 

Como por encanto nela entrei

Era uma estrada florida,

Perfumada por flores coloridas

E foi aí que encontrei,

O grande amor da minha vida.

 

Você estava lá

Como se estivesse a me esperar

E a estrada poeirenta

E as pedras que pisei

Ficaram no esquecimento

Pois você eu encontrei.

 

E por essa estrada encantada,

Iluminada por luz prateada,

Seguimos juntos em nossa jornada

E enfim posso dizer:

- Que sei, o que é amar...

E ser amada!

 

Edna Liany Carreon

22/02/2001

 

 

Espere-me

Vilma Galvão

Você vai me encontrar um dia,
vai sentir que em sua vida,
eu mudarei algo...
Não tente fugir,
fique!
Eu posso lhe oferecer tudo de bom
que você procura.
Fique,
deixe que eu lhe mostre o caminho da felicidade.

Você vai me encontrar um dia,
pode ser que demore, mas,
eu ainda entrarei em sua vida
e quando este dia chegar,
você me reconhecerá,
saberá que sou eu a pessoa que tanto esperou.

Se hoje você vive de amores mal resolvidos.
Se você sente um vazio, mesmo estando
ao lado desses amores.
Se você chora sem mesmo saber o motivo.
Se você muda de vida constantemente,
tentando acertar uma alegria.
Se você se desespera, enlouquece,
entristece, sem emoção;
é porque eu já faço falta em seu mundo.

Espere!
você vai me encontrar,
já estou a caminho...

Levarei a você o que guardo há tanto tempo...
Levarei a minha metade,
para completar a sua.
Levarei a minha luz,
para te iluminar.
Levarei a minha juventude,
para recuperar a sua.
Levarei os meus melhores sonhos,
para sonhar com você.
Levarei as cores mais lindas,
para colorir o seu céu.
Levarei a minha maior fortuna
todo o amor que eu possa ter nesta vida
e entregarei a você...

Espere-me,
estou chegando...
Autoria de: Vilma Galvão

O Sonho é eterno...

Gustavo Dourado

 

Sonhemos Sempre
Revôoluzcionemos!
Nossa luta é Chama Contí.nua
Desperte o Povo
De Novo na Rua...
A multid@o se levanta
Sonha... E(n)canta
Vivalternativa!
Solte o Gritto
Pre$o na garganta!
Acorde da letalrgia
Desperte para a Poesia

Gustavo Dourado

Brasilia-DF

 

 Fadinha da Floresta

© Texto de Lisiê Silva.

Eu não vivo nas grandes cidades.

Não pertenço às multidões.
Vivo junto à natureza.

Onde ouço o canto dos pássaros,

O murmúrio do vento.

A canção da brisa.

Para a Floresta, eu digo:

Deixa eu permanecer

para sempre contigo!

e serei para sempre tua...

De dia me banho nos teus igarapés...

e de noite me visto de lua...

 

Eu vivo onde a natureza me colocou.

Por que sou parte integrante do universo.

Para a Floresta, eu digo:

Deixa eu te fazer poesia!

E te colocar nos meus versos...

Da árvore, eu sou a seiva

que corre quando ela é cortada.

sou a brisa que sopra

No rosto da madrugada...

Sou a tranqüilidade da manhã.

Sou a alegria da tarde ensolarada...

De dia sou natureza pura...

e de noite, sou alvorada...

 

Aprendo a viver com o silencio da vida.

Me ilumino com o raio de sol.

Me perfumo com a essência das flores.

converso com as estrelas do céu.

Me embalo na correnteza do rio.

Para a Floresta, eu digo:

Me deixa aprender a te ouvir!

Quero escutar quando tu me chama...

Quero conviver com a tua beleza.

E fazer do teu céu minha morada...

De dia eu serei feliz...

e de noite tu serás amada...

 

E para você que está aqui a me ler...

e que gosta da brisa que canta,

do barulho de chuva no telhado,

do orvalho que cai na noite,

das estrelas que brilham no céu,

e do vento que sopra na madrugada.

 

Eu mando,

Para você,

os meus beijos!!!

Beijos que enviarei pelos ventos...

Beijos que tocarão o teu rosto...

Beijos com a ternura da brisa...

Beijos com a umidade do orvalho...

Beijos no silencio da madrugada...

Beijos com sabor de céu...

© Texto de Lisiê Silva.

Cântico do Regresso

Luiz Filipi Esteves

Muitos anos depois... Eis que regresso
de uma longa "tournée" atribulada!
Trago bilhete de volta.
Na última classe do "expresso"...
O sangue pisado de revolta
a girar em retrocesso...
E a alma destroçada,
no limite desta dor... ilimitada!
 
Venho em silêncio
sem os sonho de outrora e sem bagagem!
Vazio de ilusões, mas cheio de verdade!
Preso à falsa liberdade.
De um passageiro da vida
onde tudo "permanece" de... passagem!
 
No silêncio do ouvir... ouço baladas
que sacodem este tédio da viagem
a ver fugir a paisagem
por entre as horas cansadas
- As horas que se arrastam pachorrentas,
puxando-me do tempo, como bois!
 
... E assim vamos os dois
no balançar ronceiro dos carris!
Mas se as horas do tempo soam lentas,
as do destino soam fortes e violentas
- São a força motriz
de tudo o que sou de tudo o que fiz!
 
Bem lanço pensamentos pela janela,
para ver se eles me param a paisagem
que vai veloz - veloz e muito amarela!
Que o verde já é ... miragem!
 
Ela, porem, não se cansa de correr
pela rota do entardecer...
E vai-me faltando vista para a reter
que a luz que me conduz vai a tremer!
 
Mergulhado na penumbra luto com o turbilhão
da memória a recordar!
Mas corto-lhe as asas para não voar,
pois penso, ainda, alugar
um sonho de "rés-do-chão",
nos arredores do destino
e lá ficar...
a embalar "outro" menino!
 
Empenharei, a juros, os últimos alentos
que restam da fúria "mansa" dos ventos...
E o anel de fogo que me queima os dedos
e o velho baú dos meus segredos!
Vender-me, é que não! Eu nunca me vendi!
Não pertenço à mesquinhez do "deve-haver"!
Nunca somei, nem nunca deduzi!
- Se o saldo é negativo é... de viver!
 
Porém, esta divagação que me assola em andamento
vale apenas o que vale a resistência
que a alma empresta ao corpo "moribundo"!
O corpo - esse empecilho-mor da existência,
que anda a boiar no mar do pensamento,
até que um tiro certeiro o deite ao fundo!
 
Mas enquanto a mira oscila e desacerta,
meu rumo de regresso continua,
avançando pela angústia que me aperta,
pois, tudo o mais, em mim, recua!
 
Não trago companheiros de viagem,
venho só na "minha" carruagem!
Deixei o amor no cais da despedida,
encalhado na "Doca dos valores"...
Acenando o lenço branco da ilusão
por entre a poeira que se ergue enegrecida
sobre o canteiro murcho das flores
que cobrem o lugar do seu caixão!
 
Repousa em campa rasa e a céu aberto,
nas entranhas profundas do nada,
onde o pântano da vida se desfaz
e a própria escuridão é penetrada
pela memória imensa...
e densa,
de tudo o que ali jaz:
- As minhas pegadas, deixadas no deserto!
 
Fugiram-me dos olhos, os "amigos"
- aqueles que servi e se serviram!
na hora da verdade, eles mentiram
e eu, para os omitir... também menti,
mas assumi
o risco dos abismos e dos perigos!
 
Por vezes, a mentira é o que resta
depois de viciarem a verdade!
A "bolsa de valores" da vida, é o dinheiro,
e o lucro da mentira é uma festa
- a festa desta falsa liberdade
que há muito rende "juros" no banqueiro!
 
Riscaram-me do rol dos "herdeiros"
da honra do clã...
- Foi tudo discutido no cartório
e no comício profano do velório
como manda a moral! A fé cristã!
E a cartilha dos velhos justiceiros!
 
O clã, a honra, o sangue, a prole,
não passam, afinal, de um alibi!
- Ideais inúteis que me deixaram exausto
até ao descontrolo!
- Uma tortura atroz que sofri
... Em holocausto!
 
Bem sinto o rio do meu sangue - esse caudal
que veio desde os abismos da memória,
na corrente de mães, de pais, de avós,
desaguar na minha solidão!...
 
- Bem o sinto a arder
como um facho olímpico, infernal!
 
- Bem o sinto a verter
do cordão umbilical, cheio de nós
- Os nós da minha história,
esta macabra tragédia em embrião!...
 
Quis fugir desse destino e parti
Em busca do "sonho rosa" dos mortais:
O "amor-contrato", um cantinho e um jardim!
nisso joguei tudo... mas perdi!
Tudo foi em vão! Não pude fugir de mim!
O destino seguiu-me como um cão fiel
dentro de mim a ladrar...
- o meu "tigre de papel"
não chegou, nem sequer para o assustar!
 
Pus-lhe uma "coleira"
prendi-o no quintal do vizinho,
comprei-lhe uma cadela!
- Mas de nada serviu a ratoeira -
não tive mão nele, nem na trela
e cá vou com ele atrás do meu caminho!
 
Não sei para onde o comboio me encaminha!
Não sei em que estação irei sair!
Sigo apenas o rumo do destino...
- talvez eu vá sair no fim da linha,
talvez me vá erguer... quando cair!
quem sabe quando morre um peregrino?
 
Do último refúgio: "a minha ilha",
cercada de fantasmas por todos os lados,
menos por um: - A minha filha!
Hei de lançar ao mar as minhas liras
de mil enredos e mil fados,
de verdades mil e mil mentiras!
Depois... será o escoar da ampulheta,
varrer os escombros da memória,
diluir na sombra a silhueta,
deixar caducar a moratória!...
 
Das galés do meu silêncio infinito,
subirá a nave espacial do meu degredo
até ao universo da razão!
Ecoará, então, pelo espaço, este meu grito,
há muito sufocado no porão
da voz, como um segredo!
 
Não será um grito de amor, nem de rancor;
Não será um grito de ódio ou de perdão;
Nem sequer de vitória ou de derrota;
- É um grito de dor pela gestação,
que gerou com requinte o desamor
e o semeou pelo chão da minha rota!
 
Por todo esse entulho acumulado,
não posso ser culpado!
 
No oásis do eterno existe um tribunal!
Hei de enfrentá-lo enxuto e impoluto,
ante um Deus puro, isento, absoluto,
que porá "sobre mim", ponto final!
 
Só esse Deus me julgará,
após o dia derradeiro:
- O Deus-Amor-Justo-Humano-Divino!
 
Não o Deus-chicote, que oprime, que assusta,
que compra e vende, o Deus locusta!
- O vosso Deus pequenino!
 
Mas o Deus grande!
- O verdadeiro.
O Deus de Régio e de Junqueiro!
 

©2003 Luis Filipe Esteves

Membro da Sociedade Portuguesa de Autores

Mabel

Um novo caminho
Rosário Câmara



São caminhos novos
O que temos que seguir
São caminhos que serão traçados
Pelos sonhos amadurecidos

Não olhe pro passado
Com olhos de lástima
Viva a esperança
De ter sobrevivido

Não olhe com lágrimas
Elas embaçam
A beleza do que se tem a frente
Cante suas vitórias

Proteja-se do perigo
E torne-se um novo amigo
Do futuro e do passado
Que velará por nossos passos
Rosário Câmara
(30/11/03)


 

"AUTORES" 

    Vera Mussi   Faffi..   Marcial Salaverry   Bette Vittorino

Margaret Pelicano   Mercília Rodrigues   Elizabeth Misciasci

Rui Pais   Schyrlei Pinheiro    Luciane Makkario

Rose Mary Sadalla   Thais S Francisco (Beija Flor)  

Aurora Faggi    Yuri Gitano   Thereza Mattos

Rosa Magaly Guimaraes Lucas-Eire   Edna Liany Carreon

Vilma Galvão   Gustavo Dourado   Lisiê Silva   Luiz Filipi Esteves

Rosário Câmara

 

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