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És Meu©
Elizabeth Misciasci

És meu, no mais
insaciável fascínio
És meu, na concepção
de um querer concreto
És tudo o que agora
sem apreensão desafio
És meu desatino a
recobrir minha enseada.
O coração não se perde
da razão
Mas em insana reclusão
a ti me disponho
Pois és a medida certa
desta busca
Atração ilimitada a
presidir meus sentidos
És lúbrico, instigando
meus instintos
Que sem segredos,
insólita delato
És o não evitável, a
me acompanhar
És meu estímulo que
sem resgate rendo-me
És minhas noites e
dias de entrega
Madrugadas a verter
gotas de prazer
Que tão além, se faz
presente na ausência.
Palavras e mãos a se
encontrar.
És meu companheiro que
no leito...
Cria em minhas
carícias teu percurso
Transitável se fazendo
transponível a extasiar-me
És meu, quando
inegável me envolve.
És meu, quando
descerro as vestes
Desnuda expondo
corpo e seios,
Permito e quero que me
toque
És meu, quando te
deixo em desordem.
És meu mesmo se houver
despedida
Se distantes, cessarem
os abraços
A saudade resguardada,
eterna companhia,
Pois és meu e eu...
Eternamente Sou tua!
São Paulo/Sp. 23.11.2005
Todos os Direitos Reservados a Autora©

©Sou Teu
Gerson F. Filho.

Sou teu no bojo da
lagrima sofrida que cai.
Sou teu quando o sorriso
manso não vier mais.
Também serei teu, quando
não importar a paz.
Sendo teu também, quando
a madrugada fugir.
Porque meu coração se
alimenta de ilusão.
Porque a prisão fria não
me ausenta de ti.
E também porque sempre
procuro sorrir,
Mesmo que seja ilimitado
esse meu sofrer.
Na lúdica brincadeira de
um finito existir.
Guardando segredos,
aguardando o porvir.
Aonde o inevitável
sempre me aguarda,
Para um encontro ou um
resgate da vontade.
De estar contigo em
vasto e quente leito.
Entre carícias suaves e
um infinito jeito,
De amar o êxtase mesmo
sendo rarefeito.
De um imenso amor ou
coisa assim.
Porque mais uma vez
insisto, persisto.
Sou teu! Na sinceridade
da pura insanidade.
Permitindo-te totalmente
fazer dos meus dias,
Tudo que o segredo
oculta dos meus olhos.
Sou teu! Mesmo que o
eterno sol se apague,
E que o fiel de uma
verdade comece a mentir.
Sou teu até quando a
saudade gemer e apertar.
Ou então a esperança tropeçar, deixar de existir.
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