Sara
Rafael
Quando
o meu ser está prisioneiro
Fechado
na minha revolta
Vens
abrir a minha porta
Quando
o meu coração está ressequido
Como
terra sedenta e dura
Vens
até mim como chuva
Quando
a minha alma está oprimida
e
se agacha muda no meu canto
Vens
como expansão de cântico
Quando
perdi toda a graça da vida
Na
escuridão da noite sem luar
Vens
como aurora a despontar
Quando
o meu desejo de ser alguém
Cai
no túnel escuro do desamor
Vens
com tua mão e resplendor
E
eu, de rastos, mulher humilhada,
Julguei
que ninguém me escutava.
Ergo
a minha voz e olho para cima,
Para
onde me apontas a subida.
Vou mais
alto, sim, até onde eu puder,
Pelo teu coração divino de Mulher.
sara-rafael@netcabo.pt
Lisboa
- Portugal