Por:-
Elizabeth Misciasci
Falando
de Jô Soares
Foto:-Luciane
Macário
De
forma significativa,
marcante e muito além
do que poderia imaginar
habituada
a trabalhar em emissoras
de TV, eventos, e stúdios
de som
conheci
muitas celebridades e
estas acabam se tornando
pessoas normais.
Uns
mais adeptos ao diálogo
curto, alguns mais amigos,
outros simples sem
"mascaras",
outros
literalmente estrelas
e uma minoria indiferente.
Assim
trilhei muitos anos...
Talvez
se contasse alguns episódios,
certamente seria chamada
por muitos de maluca,
principalmente
se desse conotação e
nome aos protagonistas
destes episódios. Casos
que
só quem vivenciou poderá
confirmar.
Acreditava
que "lidar" com
a mídia, ou mesmo
com
celebridades, era algo que
poderia "tirar de
letra" também
quantos anos...
Só
que aqui a história é
completamente outra, situação
inovadora, diferente do
meu cotidiano
pois
não falo apenas de uma
Celebridade, uma Estrela,
falo realmente de um ser
um singular,
que
é Luz e EMANA PAZ,
atencioso e presente me
mostrou o que nunca
imaginei presenciar.
Falo
de um homem com seus
adjetivos e
reconhecimentos, que se
importando com sentimentos
alheios
e tendo o respeito e
dignidade ao tratar fatos
e pessoas consegue
ser
um referencial, uma
verdade alguém
Especialmente
"especial"-Jô
(JÔ Soares)
Em
1995, o público
brasileiro conheceu uma
nova faceta de Jô Soares:
a do escritor de
best-sellers. Não que ele
já não tivesse se
aventurado no mundo literário.
Jô Soares já havia lançado
"O Astronauta sem
Regime", coletânea
de crônicas de humor
publicadas no jornal
"O Globo" e
"O Humor nos Tempos
de Collor", com Luís
Fernando Veríssimo e Millôr
Fernandes, uma coleção
de artigos de humor político.
Ainda em 1994, escreveu em
conjunto com Armando
Nogueira e Roberto
Muylaert "A Copa que
Ninguém Viu e a Que Não
Queremos Lembrar",
comentários sobre as
Copas do Mundo de 1950 e
1954.
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Xangô
de Baker Street
Mas
foi com "O
Xangô de Baker
Street", seu
primeiro romance,
que Jô Soares
passou a figurar
na lista dos mais
vendidos. E
durante muitas e
muitas semanas.
Para entender o
sucesso de
"Xangô",
só lendo.
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A
história começa quando
misteriosos crimes passam a
aterrorizar a corte do
imperador D. Pedro II.
Naquela época, pelos idos
de 1886, Sarah Bernhardt
estava pelo Brasil (isso é
a pura verdade). A atriz
inglesa sugere ao monarca
que convide o seu famoso
amigo, Sherlock Holmes para
tentar desvendá-los (já
isso nem tanto!).
Pelas
mãos de Jô Soares, Holmes
chega ao Rio de Janeiro,
acompanhado, logicamente,
pelo inseparável e fiel
escudeiro Dr. Watson. Aqui,
conhece as maravilhas dos
quitutes brasileiros,
deliciando-se não só com
os vatapás e feijoadas, mas
também com as mulatas
cariocas. Mesmo assim,
arruma um tempinho para
investigar o primeiro
"serial killer" da
História.
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Quem
Matou Getúlio
Vargas
Três
anos depois, o
sucesso se
repetiu. Em 1998,
Jô Soares lançou
"O Homem que
Matou Getúlio
Vargas."O
romance
rapidamente alcançou
a lista dos
best-sellers - de
onde não saiu até
hoje - e já foi
vendido para cinco
países.
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A
fórmula de misturar
realidade e ficção
continua, mas não menos
original do que da primeira
vez. O protagonista, agora,
é Dimitri Borja Korozec, um
atrapalhado assassino que não
consegue sucesso em nenhuma
de suas missões
terroristas. Em suas
desventuras, ele encontra
personagens do porte de Al
Capone, Franklin Roosevelt e
Mata Hari. Depois de tantas
peripécias no Hemisfério
Norte, Dimitri (que é sérvio,
mas de mãe brasileira)
acaba parando no Brasil. E,
aqui, como não podia deixar
de ser, se envolve nas
confusões políticas do
governo de Getúlio Vargas,
no ano de 1954. A mistura
genial entre realidade e ficção,
temperada com grandes doses
de humor, faz de Jô Soares
um dos autores de maior
sucesso no atual mercado
literário brasileiro.
Confira
os países onde foram lançados
os livros e os títulos
Alemanha
"Sherlock Holmes in
Rio"
"O homem que matou Getúlio
Vargas" (em tradução)
Argentina
"Candomblé, caipirinha
y Sherlock Holmes"
Canadá
"Elementaire, ma chere
Sarah!"
"l homme qui tua
Getulio Vargas"
Espanha
"El Xangó de Baker
Street"
França
"Elementaire, ma
chere Sarah!"
"l homme qui tua
Getulio Vargas"
Grécia
"Xangô" (em
caracteres gregos)
"O homem que matou Getúlio
Vargas" (em tradução)
Holanda
"Elementair, mijn beste
Sarah!"
Itália
"Un samba per Sherlock
Holmes"
"L'uomo che uccise Getúlio
Vargas"
Japão
"Xangô" (em
caracteres japoneses)
Portugal
"O Xangô de Baker
Street"
"O homem que matou Getúlio
Vargas"
Estados Unidos
"A samba for
Sherlock"
"Twelve fingers"
Menos
de um ano após sua estréia
no cinema - e conseqüentemente
na carreira artística - Jô
Soares subia nos palcos
cariocas com a peça
"A Compadecida",
de Ariano Suassuna.
E
tomou gosto pela coisa.
Atuou ainda em "Passeio
sob o Arco-Íris", de
Guilherme Figueredo;
"Oscar", de Claude
Magnier; "Os
Rinocerontes", de
Yonesco; "O Casamento
do Sr. Mississipi", de
Dürrenmatt; "Os 30
Milhões do Americano",
de Gladiator Labiche; e
"Tudo no Escuro",
de Peter Schaffer.
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Como
em tudo que faz,
entrou de cabeça
no mundo
teatral. Jô
Soares dirigiu
nove espetáculos,
entre eles
"Os 7
Gatinhos",
"Romeu e
Julieta",
"O Estranho
Casal" e
"Oh Carol".
Isso sem contar
com seus seis
espetáculos
solo.
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Dirigiu
e atuou também em "A
Feira do Adultério",
definida por ele como
"seis peças em um
ato", na qual assina o
texto em conjunto com Bráulio
Pedroso, Ziraldo, Armando
Costa, Paulo Pontes, João
Bettencourt e Lauro César
Muniz. Jô foi autor ainda
de duas peças: "O
Flagrante" e
"Brasil, da Censura à
Abertura." Para
escrever esta última,
baseou-se, junto com Armando
Costa e José Luiz Arcanjo,
nos livros de folclore político
de Sebastião Nery. O espetáculo
contava com Marília Pêra,
Marco Nanini e Sylvia
Bandeira no elenco.
Estudando
para a se tornar um
diplomata como o pai, José
Eugênio Soares mal podia
imaginar que se tornaria
um grande astro da televisão
nacional, atuante também
no cinema, no teatro, nas
artes plásticas e na
literatura.
O
primeiro passo de sua
carreira artística
aconteceu em 1958, menos
de dois anos depois de sua
volta da Europa. Aos 20
anos ele estreava - com o
pé direito, diga-se de
passagem - no filme
"O Homem do
Sputnik", dirigido
por Carlos Manga.
Estrelado por Oscarito, a
fita viria a se tornar uma
das chanchadas de maior
sucesso dos áureos tempos
da Atlântida.
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Quase
que a totalidade
de sua carreira
cinematográfica
é feita de
inestimáveis
participações.
Ele atuou nos
filmes "Tudo
Legal"
(1960), de Victor
Lima; "A
Mulher de
Todos", de
Rogério Sganzerla;
"Cidade
Oculta", de
Chico Botelho;
"A
Coisa", de
José Agripino de
Paula. Em 1995,
apareceu em
"Sábado",
de Ugo Giorgetti.
O
filme "O Pai
do Povo" é a
exceção. Em
1975, Jô Soares
esreveu, dirigiu,
co-produziu e
estrelou o filme:
uma comédia,
claro. Na fita,
ele interpretava
diversos
personagens,
inclusive o
protagonista,
chamado O Magnífico
Contreras, o
ditador da Ilha da
Silvéstria, país
fictício onde se
passa toda a história.
Já
em "O Xangô
de Baker Street",
filme lançado em
2001, Jô faz
apenas uma pequena
participação.
Embora o filme
seja baseado em
seu livro de maior
sucesso, o próprio
Jô Soares aprovou
a adaptação para
o cinema: "Não
vi um senão no
filme. Sei que é
raro o entusiasmo
de um autor em
relação à
adaptação de uma
obra sua, mas me
sinto muito à
vontade porque não
tive envolvimento
com a produção.
Só tenho palavras
de entusiasmo em
relação ao
filme".
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ESTILO
DE LITERATURA
Esses
são alguns dos meus
autores preferidos. Ou os
que atualmente mais gosto:
|
Ana
Miranda
Auguste Le
Breton
Dashiel Hammet
Diogo Mainardi
Dostoiewski
Eça de Queiroz
Fernando Morais
Horace Mc Koy
Ignácio de
Loyola Brandão
James Ellroy
John Steinbeck
John Updike
|
Jorge
Amado
Franz Kafka
Lima Barreto
Luís Fernando
Veríssimo
Machado de Assis
Mario Prata
Mario Vargas
Llosa
Max Gallo
Millôr
Fernandes
Oswald de
Andrade
Raquel de Queirós
Ray Bradbury
Rubem Fonseca
|
E
esses são bons livros que
li Vale a dica!
"The New New Thing"
- Michael Lewis
"Zero Mostel: Uma
Biografia" - Jared
Brown
"Notícias do
Planalto" - Mario
Sergio Conti
"Tablóide
Americano" - James
Ellroy
"The Bone Collector
" - Jeffery Deaver
"Bleu Blanc Rouge"
- Max Gallo
"O Que Faz Correr
Sammy" - Bud
Schulberg.
E essas são as HQs que eu
mais gosto:
Will
Eisner - "The Spirit"
Alex Raymond - "Flash
Gordon"
Lee Falk - "O
Fantasma"
Milton Caniff - "Terry
e os Piratas"
Chester Gould - "Dick
Tracy