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Vagabunda©
Luciane Macário
Com uma fúria animal, só tem desejo carnal,
Quirera deixa por onde passa.
Vadia, que ofusca todo e qualquer olhar,
Sabe a hora de parar,
Na cama, faz arruaça.
Ofensiva que na hora do prazer,
Tem a gana de beber do cálice,
Já profanado.
Sagrado é o leito que ela deita,
E se não fica satisfeita,
Sabe como se fazer...
Oferta tudo o que de melhor tem,
Faz amor como ninguém,
Faz a terra estremecer.
Vagabunda, nossa, como é vagabunda,
Esta mulher oriunda, da terra chamada saber.
Vagabunda, uma vagabunda cintilante,
Sempre tão excitante, ela sabe seduzir.
Ombreia tudo o que ela quer,
Sabe ser e se fazer mulher,
Ela sabe conduzir.
Fugaz quando ela quer partir.
Seu fulgor a torna indecifrável.
Surreal se decide retirar-se.
Implacável, vagabunda indomável.
Vagabunda, sempre bela e excitante,
olhos que a buscam,
mesmo distante, ela faz apaixonar.
Vagabunda, que se esconde, só Deus sabe onde,
Quão poder de seduzir, tem estas mulheres
nômades.
Vagabunda.
Ah, vagabunda...
(Luciane Macário)
Todos os direitos reservados a autoras
Registro de Averbação Biblioteca Nacional
17/11/2005 23:02:47
Todos os direitos reservados a autora
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