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Luciane Macário
Pesquisadora,
Humanista, Jornalista, escritora, pesquisadora, poetisa, jurada de
diversos concursos literários, integrante de vários grupos culturais e
de intelectos, palestrante e uma das Fundadoras e Idealizadoras do
projeto zaP!. Viúva
e sem filhos.
Desde muito
cedo, já escrevia poemas e poesias.
Atuou em vários
grupos teatrais em Vitória da Conquista (BA), local aonde nasceu e fez
parte de programas sociais quando integrante das desbravadoras.
Aos 17 anos,
veio para São Paulo com o objetivo de cursar e concluir a Faculdade de
Educação Física, já que sempre freqüentou Academias, desenvolvendo a
Expressão Corporal e Jazz.
Trabalhou
durante 06 anos na Panco, onde ocupava cargo de chefia. Aos 23
anos se viu viúva de um forte e conhecido empresário do ramo alimentício,
que no ano de 1996 sofreu um acidente de carro na Via Dutra.
Após o drama,
já no início de 1998, se associou a Elizabeth Misciasci como empresária
o que posteriormente, a motivou para juntas começaram a desenvolver
trabalhos na área de Promoções, Produções e Divulgação de EVENTOS,
além de composições musicais criadas para diversos artistas.
Paralelamente
a isso, iniciaram suas pesquisas no universo da criminalidade feminina,
contando sempre com o apoio de autoridades da justiça brasileira.
Ela explica o
que a motivou a escrever o livro Presídio de Mulheres em parceria:
-“Desde
a minha adolescência questiono o papel da mulher na sociedade.
Inconformada, não conseguia aceitar que a mulher nada mais fosse que uma
simples dona de casa, (sem idéia feminista, é claro), mas sempre achei
que a mulher merecia um destaque que até nem fosse igual ao do homem, porém
que fosse respeitado. Sem forças por ser muito jovem, porém com esperanças,
fui em busca do meu espaço como mulher capaz de criar e comandar com a
mesma competência que qualquer outra pessoa do sexo oposto. Com
a minha independência conquistada vivi o sonho de minha adolescência, eu
conquistei com louvor um lugar ao sol. Passado um tempo, junto com minhas
conquistas veio também um grande pesadelo enquanto eu trabalhava feita
uma “louca”, três homens liderados por uma mulher de meia idade,
entraram em minha residência e levaram praticamente tudo, deixando para
trás apenas moveis grandes difícil de serem carregados. Prestei queixa
na delegacia com autoria conhecida, pois a mulher que comandava a
Quadrilha morava próximo a minha residência e foi vista saindo da minha
casa com um aparelho de D.V.D. nas mãos.
Fiquei
chocada, e é certo que o que me fora subtraído nada recuperei, porém não
pude controlar o desejo de saber o que leva uma mulher a cometer um crime.
Este
assunto é muito complexo e confesso, mesmo tendo entrevistado cerca de
mais ou menos 4.200 mulheres apenadas, ex-apenadas e hoje juntamente com a
Beth hasteando a Bandeira do Projeto zaP!, Falando em nome de
mais de Doze Mil mulheres encarceradas. Rogando ajudas, fazendo o possível
do impossível, tentando mostrar que não podemos rotular pessoas, enfim
prestando nossa contribuição, pois sabemos que há milhares de casos que
já comprovaram que a Reabilitação é POSSÍVEL e NECESSÁRIA, ainda
tenho muitas perguntas que estão sem respostas.
O
mundo do crime não me fascina, como o destaque da mulher no crime jamais
me fascinara, mas posso lhes garantir que nunca imaginei que a mulher
assumisse um papel tão 'de igual para igual' com o homem e que fosse esta
mesma mulher, em 65% dos casos apenas um 'objeto' abandonada
literalmente na escuridão das galerias e no frio de uma cela e que hoje
chora envergonhada, se punindo de forma tão severa, que lei nenhuma,
conseguiria proporcionar a clausura ou punição que sua própria consciência
lhe cobra ”.
Hoje analiso que há muito já ouvimos falar de violência,
das mais absurdas formas de se violentar um ser humano. Hoje a violência
oculta bate na cara de milhares de pessoas, que perdidas em situação que
nunca imaginará e nem buscara para si, calam e morrem aos poucos sem
saber o que fazer.
Chamo isso de Violência Oculta. O
que é violência oculta? Há quem diga que a violência oculta é aquela
praticada dentro de milhares de lares, a tão dita violência contra a
mulher que mata aos poucos ás mães de famílias e em alguns casos os
pais também que são vítimas tendo como somatória os filhos que sempre
pagam um preço alto por esta violência praticada dentro de uma instituição
familiar, em casa.
A violência oculta é parecida
com a violência doméstica porque ela nasce dentro do lar, mas tem alguns
pontos que se diferencia da violência doméstica que infelizmente estamos
acostumados a ouvir.
O ponto culminante desta violência
é quando a agressão chega a tamanha frieza que nem se quer tenta agredir
fisicamente, mas psicologicamente a vítima já quase que destruída, se
entrega ao leito de morte em uma
depressão
tão profunda que na maioria dos casos mesmo que curada ficam seqüelas
inarráveis.
Digo
que restam para sempre seqüelas inarráveis, porque as marcas de uma violência
são indeléveis e a dor incurável, a cicatriz desta ferida jamais se
fechará, porque ninguém consegue levantar uma mansão por sob escombro e
nunca mais a vida será a mesma, principalmente se os requintes forem
firmes em crueldades mesmo que se tenha o melhor acompanhamento psicológico,
os danos sempre deixam resquícios.
Há quem diga que o pior
assassino é aquele que Mata na Traição, pelas costas, para estes não há
perdão e nem repouso de espírito.
Violência oculta que é letal,
mata aos poucos, primeiro a mente e depois o corpo cansado, marcado de
tanto sofrer. Principalmente se esta é praticada contra pessoas de índole
inabalável, pessoas do bem!
Resolvi falar um pouco sobre a
violência, para que todos saibam que temos plena consciência do trabalho
que desenvolvemos e junto a esta consciência há a real necessidade de se
reverter este quadro para que as vítimas de violências, ocultas, fatais
ou relâmpagos, não voltem a sofrer, nem tão pouco acredite que basta
jogar um individuo atrás das grades e lá deixá-lo sem nenhum trabalho de
reabilitação, pois este também pode ter sido fruto de uma violência e
esta oculta até de si próprio.
E, após o comprimento de sua
pena, retornara para este mundo, que também lhe pertence, assim sendo,
necessita e muito se ressocializar.
Sou apaixonada pela
poesia, então convido você a conhecer alguns dos meus poemas!
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