©MOMENTOS
Cléa Gois
Os olhos estão
parados
No vazio do nada
Sem ver,
Sem fitar.
As horas marcam
Um encontro
qualquer
Sem jeito de não
encontrar.
Adia-se o que já
estava para
adiar.
Quantas vezes
deixaste alguém
E hoje gostarias
de buscá-lo
Sob a mesma
árvore
Do encontro
antigo...
Não, amiga!
Outros estão
agora no lugar
Que era do
instante teu.
Temos momentos
de coisas.
Nada é de
ninguém
Os minutos
oferecem alguém
E passam.
Como as águas se
oferecem
À flor que
deixei cair
Na correnteza.
Só hoje tenho,
De olhos
parados,
No vazio do
nada,
Só hoje tenho a
certeza
De que a flor há
de voltar
Nos minutos das
águas que
passam.
Por isso ficamos
parados
Sem ver,
Sem fitar...
21.05.2005
Cléa Gois
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