Ai, eu não
queria
que me
aguardasse
no final da
linha
este alvo de
palidez
que antes eu não
tinha!
Que de tão
forte,
expusesse minha
tez
aos adoradores
da sorte
na festa de
proclamação
da minha morte.
Queria que a
vida
de susto me
matasse
ou ao meu
coração
que, de ser meu
,
não, não seria
eu.
Que uma luz
disfarçasse
aquele sulco de
dor sofrida,
de tão breve
finitude
Melhor seria,
ser qual lago em
quietude
Quisera eu, sair
de fininho
como o filhote
desobediente,
que larga com
certeza o ninho
em vôo curto,
mas contente.
E caísse
desvairado
como sonho
espatifado
de paixão
adolescente.
Não, eu não
queria
que de mim se
apoderasse
a cor da
metalurgia.
Queria sim, toda
orgia
da aquarela em
dança de cores,
zombando das
iguarias
as que eu não
mais provaria...
Zombando do
choro e da
alegria,
colorindo a íris
de todas as
dores.