POESIA DE AMOR

©Jade Dantas

 

 

E agora, que já é tarde demais para evitar

esta entrega da alma, que faço?

E, me pergunto: se pudesse voltar,

faria algo? Teria fugido àquele abraço?

 

Não. Por mais que tenha doído,

não perderia, nem um pouquinho

do que tive contigo.

 

Haveria outro rosto outro corpo, outros braços

que me pudessem impedir de me soltar?

Também não.

 

Sinto a minha alma blindada. Nas madrugadas

tua presença me chega, inteira, arrebatada,

e meu corpo, delirante, só te quer.

 

Sou, esta incoerente memória de ti. Sou tua.

Em cada centímetro

da pele, na evocação do teu corpo, do teu rosto,

sou tua!

 

A minha ternura te fala, em murmúrios roucos,

palavras esquecidas em mim.

E esta poesia te entrega o que sou.

Esta poesia, inteirinha, és tu,

meu amado, meu amor.

 

 

©Todos os Direitos Reservados a  autora

 

Midi de fundo:-Champagne - Letra e Música:  Pasquale/Di Francia/Iódice

 

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