|
Rubra de tanta cor©
Antonio Netto
Rubra de tanta cor
Batom vermelho
Sobre coração ,amor
Uma veemência de tanto pudor
Carência fingindo dor
O que mais quer na consciência
calor e ardor
vulto de antagonista
não provoca ciúme
o que mais quer na sua vida errante
é sentir o perfume de um protagonista
e não a culpa de um fracassado ator
a visita de um vilão
não abala
nem enche de ferida e orgulho o cartoon
ou a charge comedida
de um caricato tirano em busca de paixão
Frugal sabor da fruta
de pele áspera ou macia
as reentrâncias da carne
só fazem o bom moço dos filmes de ação
cair em tentação
e abusar da ruiva e sardenta dama
que ganha ponto
por manter pêlos quentes na face
e essa mocinha aparentemente ingênua
mas profundamente sedutora
com seu charme singelo
e comportamento interno de dublê
se arrisca em mil aventuras picantes
com suas eróticas e menos aparentes acnes
um atrativo,um jubileu convidativo
de cravos,rosas e espinhos suaves
que engana seu caráter de pessoa simples
e sua fisionomia tão meiga
quando também repudia suas covinhas
de donzela puritana
e voltando as ordens naturais da fama
um galã bem aprumado
sempre que se abdica de um gosto amargo
em prol de um perigo armado
encontra quem possa defender
num jogo de gato e rato
de cama e ato
a chama sexual há de crescer
©Todos os Direitos Reservados ao autor |