"Se existem formas de se elucidar um acontecimento, temos que estar
atentos para que estes esclarecimentos não venham a ferir amizades
verdadeiras que colocadas de forma inequívoca ou mesmo
mentirosas, pode romper laços
para sempre".
Roupa
Suja
se Lava
em Casa
Por: Elizabeth Misciasci
Em determinadas situações, nos sentimos amuados por saber que nossos
nomes são envolvidos em assuntos até alheios aos nossos conhecimentos e sem
absoluta certeza de serem as "conhecidas fofocas" de autor conhecido
como o mencionado pelo mediador que "como prova" de amizade sincera
nos tornam conhecedores dos assuntos pautados, nos deparamos com uma situação
de absoluto constrangimento.
-Constrangimento por que? -Oras, como dizem no dito popular,
"quem conta um conto, aumenta um ponto" e como ter a certeza de que
o referido mediador não esta com intuito de polemizar, gerar confrontos é
algo desagradável e constrangedor sem dúvidas.
Dizer que conhecemos o ser humano não pode ser por exclusivamente e
costumeiramente uma
verdade, pois muitas vezes, nos surpreendemos até mesmo com nossas reações
mediante a determinadas situações. Não sei, mas acredito que ninguém seja
tão auto suficiente para crer que conhece todas as pessoas com quem convive
cem por cento. Claro que temos uma percepção e a intuição para formarmos
nosso rol de amizades, critérios que adotamos como uma estrada que
norteia nossas atitudes e estas não deixam de serem colocados em prática,
quando escolhemos quem realmente vale a pena se ter por perto porém, as
vezes até por uma questão de credibilidade, pensamos que todos são capazes
ou incapazes de ter uma determinada postura diante de uma circunstância. Mas
como podemos ter certeza das reações se podemos cometer equívocos até com
nossos valores?
Se existem formas de se elucidar um acontecimento, temos que estar
atentos para que estes esclarecimentos não venham a ferir amizades
verdadeiras que colocadas de forma inequívoca ou mesmo
mentirosas, pode romper laços
para sempre.
Quando apenas os vínculos se cortam ainda assim é menos preocupante,
do que o agente que resolve "lavar a roupa suja em casa" propondo um
confronto nada amigável, aí literalmente a questão torna-se algo irreversível,
pois com certeza alguém sairá machucado, ou pela decepção por se tornar
conhecedor de fatos que até então desconhecia, ou por ter sido
"objeto" que permitiu desenvolver assuntos em torno de seres
humanos, ou até mesmo por total contragosto ser alvo de uma
"baixaria".
Mas, pior ainda do que "lavar a roupa suja em casa" é
quando o indivíduo atingido resolve cobrar as diferenças no
"mano-a-mano" pois como disse, volto a repetir, nem sempre sabemos
como iremos agir em determinada situação... e, como nem todo mundo é igual,
tragédias em virtude de "disse-que-disse" acontecem todos os dias.
Assim sendo, não aconselho que as pessoas que se sintam atingidas ou
magoadas fiquem em cima do muro, ao se verem envolvidos em questões alheias
ao seu conhecimento, mesmo porque, existem pessoas que adoram holofotes,
são os que exercitam ao pé da letra o "falem bem ou mal, mas falem
de mim" e estes não medem atos, nem tão pouco se importam com os que
abraça e chama de amigo do peito. Agora, a partir do momento que temos a
plena convicção de que não criamos situações para servirem de
assuntos para os desocupados, nem somos coniventes com tumultos que não valem
a pena serem duelados entre os ativistas do faz de conta, mas nos
sentimos estritamente magoados, podemos e devemos esclarecer porém,
que tudo seja muito bem analisado deixando de lado toda e qualquer atitude
precipitada, pois infelizmente as vezes é melhor não "lavar a
roupa suja em casa" e sim, deixar que toda e qualquer sujeira ou
"roupa suja" (pois a referida roupa, definitivamente não nos
pertence) que seja lavada na lavanderia, de preferência bem longe
de nossos olhos, do nosso convívio e da nossa sagrada casa.